Eu não sei de onde me vem coragem e força pra sentar e escrever.
Escrever aqui, neste diário, na rede social, no livro que vou aos poucos traduzindo.
Na vida.
Cada linha é um sinal de um ciclo respiratório a mais ou mais.
Algumas vezes eu já quis pensar que seria melhor já ter ficado doente e sarado, ou não sarado.
Algumas vezes eu já pensei em desistir de fugir.
Aí eu fecho os olhos e minhas mãos tocam os cachinhos na imaginação.
E ouço a vozinha aguda chamando pra brincar de massinha.
Na imaginação.
Os dedinhos miúdos moldaram meu cérebro, meu coração, minha alma, e sigo vivo, vivendo, viverei... por enquanto.
Ah, que na minha imaginação às vezes não sei se minha vida vale a pena, meu filho...
Mas no mundo real a sua vale.
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