"Calma meu filho. Eu entendo você. Está com saudade do z15, da tia Pyu, da vovó. De fruta da cesta de Janaína, de andar pelas ruas do condomínio. Também estou. Mamãe também está. Mas estamos fazendo o melhor que podemos. Não está gostoso brincar com o dindinho os meninos? O pão da vovó que está aqui não é uma delícia? O papá da dinda não é ótimo? Vamos aproveitar isso, porque essas coisas boas também vão passar, junto com as que a gente não tá gostando. Tudo isso vai passar, e a gente vai poder, depois, lembrar disso tudo como se fosse só uma sombra. Combinado? Você topa?"
Ele assente com a cabeça e lhe proponho um bom banho, um leite morno e dormirmos juntos.
Ele topa tão de bom grado que acredito, eu também, que algum tipo de pai falou comigo.
Ele já está deitado.
Vou até lá o acompanhar nos sonhos mais deliciosos possíveis.
Há um mundo bom e possível escondido na experiência de querer de volta a vida que provavelmente não tornará igual.
Aproveite.
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