Falei que não queria saber daquilo, que era uma bobagem etc.
Como a vida é tecida de ironias, acabei descobrindo, ao longo do meu aprendizado de mindfullness (sou um praticante meia boca, confesso) que o terço, esse latino de 150 contas pequenas, é algo fascinante.
Não que eu nunca tivesse rezado um terço na vida. Rezei muitos.
Achava até que estava "livre".
Mas nunca gostei de terço. Porque tem de parar um tempo da vida pra isso e tal.
O que eu descobri é que o terço proporciona um objeto ritual interessante, com uma textura interessante, um movimento estereotipado interessante e uma respiração ritmada interessante, ao longo das "rezas" de aves Marias ou de repetições de trechos da Bíblia ou de qualquer coisa que sirva como oração.
Hare Krishna pra uns
Jesus filho de Deus vivo pra outros
Aves Marias para a maioria.
Você vai ali movimentando o objeto, sentindo as contas ou nozinhos e, quando da por si, tirou 5 minutos pra respirar pausadamente.
Hoje em dia, pra pagar a língua, rezo o terço todo dia.
Deixo pra vc o convite.
Conheça uma modalidade de colar de contas de oração. O terço latino, o Rosário anglicano, o terço bizantino, o kombuskini, o terço budista, o terço muçulmano... E reze nele algo q te traga memórias ou esperanças boas.
Pode ser "desejo a paz de todos" ou "estou no mundo porque minha mãe me amou" ou qualquer oração do seu credo.
Quem sabe não se torna um jeito fácil e viável de enfrentar os dias mais agitados, quando a gente não consegue parar?
Comente aí se quiser tentar mas não tiver o objeto, que lhe ensino a fazer um com qualquer cordão, linha ou barbante, e se não tiver cordão, ensino a tecer um também.
Beijos de luz entre aves Marias..
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